Delivery de comida: como estruturar, melhorar e crescer

Com a necessidade de ficar em casa e evitar lugares com aglomeração, as pessoas estão pedindo cada vez mais comida em domicílio. No mês passado, a CNN divulgou que, apenas na cidade de São Paulo, os pedidos de refeições feitas por aplicativos de delivery aumentaram 44,5%. No estado, esse número subiu 29%. A opção de entrega já vinha crescendo no setor de alimentação, mas agora virou uma necessidade. Como um negócio de foodservice pode migrar para o delivery, melhorar as entregas ou até mesmo crescer nesse cenário? A seguir, uma compilação de vários conteúdos sobre esse tema produzido pela equipe do StudioIno ao longo dos meses de pandemia. 

A diretora de arquitetura do StudioIno, Diris Petribu montou um ebook gratuito com orientações gerais para estabelecimentos de gastronomia que querem estruturar o serviço de entrega. Ela aponta cinco pilares que precisam ser observados:

1 – Mercado = qual será o público? Qual será a área atendida? Qual é o volume de vendas previsto?

2 – Cardápio = será o mesmo do restaurante ou um versão reduzida? Como será a embalagem e apresentação dos pratos?

3 – Vendas e entrega = como serão feitas as vendas, por ferramentas próprias ou de terceiros? Como será o sistema de entrega?

4 – Comunicação = como as ferramentas de comunicação do negócio vão informar ao público sobre o serviço de delivery?

5 – Estrutura física = como o ambiente do negócio, os funcionários e o fluxo de movimentação vai ser adaptado para o serviço de entrega?

Clique aqui para baixar o ebook gratuito sobre como se preparar para o delivery.  

Aprendendo com quem fez bem

Diris também falou sobre alguns exemplos de negócios de alimentação que conseguiram migrar com sucesso para o formatos de delivery. A conversa foi com Flávio Guersola, da Guersola Consultoria, uma empresa especializada em empreendimentos gastronômicos. As orientações foram gravadas e podem ser acessadas aqui. 

Live: Qual foi o caminho trilhado por quem teve sucesso no delivery

Orientações para migrar para o delivery

“No momento, todos são restaurantes digitais”. Esta frase resume um pouco a situação atual do foodservice e como os estabelecimentos estão encontrando formas de continuarem produzindo. Nessa conversa com o jornalista Sérgio Lerrer no Canal Restaurante, Diris explica como os negócios de alimentação podem se adequar às novas demandas de entrega e de comida para viagem. 

(Foto do cabeçalho: Unsplash)

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Primeiro balcão refrigerado da Lindt fica no Brasil

A Lindt, marca suíça de chocolates, tem mais de 400 unidades pelo mundo. Foi no Brasil, entretanto, que a empresa resolveu lançar uma solução inovadora: um balcão refrigerado para exposição de produtos. A novidade está funcionando no Shopping Eldorado, em São Paulo (SP) e o desenho do equipamento foi realizado pelo time de design do StudioIno. 

Ao abrir um quiosque, em vez de uma loja, no centro de compras, a marca percebeu a necessidade de manter os chocolates em uma temperatura adequada. Como não é possível refrigerar o ponto de vendas, surgiu a demanda para um equipamento que esfriasse os produtos. No quiosque, são disponibilizados os produtos mais vendidos, as trufas, e apresentadas novidades da marca. Essa combinação de fatores levou a Lindt a solicitar o desenvolvimento do balcão refrigerado. 

Emmanuel Melo, diretor de design do StudioIno, explica que o equipamento foi desenvolvido para o atendimento “pick and mix”, ou seja, um local no qual o consumidor pode observar, escolher e misturar vários produtos.  O desafio era manter as trufas intactas e apresentá-las ao cliente em um espaço bonito e condizente com a linguagem da Lindt. A solução veio com o desenvolvimento de um resfriador em cima das prateleiras onde os chocolates são expostos para espalhar o ar frio na medida certa, entre 17 e 20 graus, mantendo os produtos nem muito duros nem amolecidos. Além do “chapéu” sobre o expositor, o balcão conta ainda com 4 gavetas resfriadas embaixo do expositor no qual os funcionários do quiosque armazenam mais produtos. 

O quiosque do Shopping Eldorado começou a funcionar no fim de 2019. Com a pandemia, o espaço do quiosque ficou fechado por alguns meses. Pensada para transmitir uma atmosfera moderna e chique, a unidade tem comunicação visual em marrom e dourado, e é possível encontrar 20 opções de sabores diferentes na unidade. 

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Conheça as megatendências do foodservice

Não foi só a pandemia que transformou o setor de alimentação. O combate ao vírus acabou acelerando a implementação de mudanças que já vinham surgindo no horizonte. Essas transformações vieram para ficar e devem permanecer mesmo quando a Covid-19 estiver sob controle. São, por exemplo, tendências que têm a ver com preocupações ambientais e diferenças geracionais e não se relacionam com a crise de saúde. 

Podemos dividir as megatendências em seis grupos:

  • Mão de obra: Simplificar e facilitar o uso. Melhorar a produtividade e reduzir a mão de obra.
  • Segurança alimentar: Garantir e facilitar o controle sanitário. Estamos cada vez mais vulneráveis a doenças alimentares.
  • Energia: Usar racionalmente, reduzir, reaproveitar e diminuir os custos.
  • Meio ambiente: Estar atento aos “big three” da sustentabilidade: água, qualidade do ar e lixo.
  • Competição e concentração: Criar uma experiência legal para as pessoas é o grande desafio dos operadores. Toda ajuda nesse sentido é bem-vinda.
  • Alimentação saudável: Estar atento aos novos hábitos dos consumidores, que querem porções menores, dividir pratos e sobremesas, menos carboidratos, menos calorias, mais saladas.

Mudanças demográficas que impactam o foodservice

Pessoas nascidas entre 1980 e 2000 são chamadas de Geração Y, Echo Boomers ou Millennials. Criadas em um mundo muito mais dinâmico, esses jovens apresentam prioridades, expectativas e comportamentos bem próprios e diferentes daqueles das gerações anteriores. Metade dos clientes do setor de alimentação são integrantes desse grupo.

A geração boomer, que tem entre 50 e 64 anos, está deixando a cena. Integrantes da geração X, de 35 a 49 anos, seguem. Os millennials de 21 a 34 anos são os que exercem mais influência, pois saem para comer fora com mais frequência que outras gerações. E os jovens da geração Z, de 15 a 20 anos, estão chegando por aí. 

Quem são os millennials?

A especialista em branding Alice Yang fez uma pesquisa bem completa sobre os millennials e a relação deles com a alimentação. O estudo dela mostrou que essa geração é: 

  • GLOCALS: Absorvem tendências globais e agem localmente.
  • SOCIÁVEIS: Gostam de estar na companhia de amigos a todo momento – nunca estão sozinhos.
  • VERDADEIROS: Buscam conexões reais com as pessoas e coisas com as quais se relacionam.
  • CONECTADOS: Estão sempre conectados via mobile em todas as redes sociais.
  • ESPECIALISTAS EM DIVERSÃO: Querem aproveitar cada segundo, principalmente nos finais de semana.

Com essas características, o que buscam os millennials? 

  • VIDA OFFLINE: Desejam se conectar em um mundo real com as pessoas, por meio de interação.
  • COLABORAÇÃO: Gostam de trocar experiências e viver o conceito de comunidade.
  • TRANSPARÊNCIA: Prezam a honestidade de pessoas e marcas, sem espaço para omissões.
  • NOVAS EXPERIÊNCIAS: Buscam o novo, experiências que te tiram do mundo comum.

A relação dos millennials com a gastronomia 

Quando o assunto é alimentação, o comportamento da geração do milênio tem as seguintes características:

  • SENSORIAL FIRST: Buscam experiências sensoriais marcantes; entendem que é muito além da refeição.
  • INCREASING FOODS: Dão muita importância aos temperos e condimentos usados na preparação dos pratos.
  • FAIR-TRADE: Valorizam a procedência e o relacionamento com fornecedores.
  • SIMPLICIDADE: Buscam experiências gastronômicas que tragam conforto por meio do apelo local.
  • AUTENTICIDADE: Buscam atmosferas e experiências únicas na hora da refeição.

Quais são as tendências de foodservice para equipamentos?

Transformações sociais e econômicas mudaram o funcionamento dos locais de alimentação. Isso gera um impacto nos equipamentos desenvolvidos para esses estabelecimentos.

  • As cozinhas estão ficando menores.
  • O fast-casual afeta. A velocidade do serviço é mais importante do que nunca, independentemente do formato, o cliente espera mais controle.
  • Os restaurantes estão usando ingredientes mais frescos, mais sazonais e locais. Isso gera um impacto no layout, mão de obra, processos e muito mais.
  • Os custos da mão de obra continuam impactando no layout e especificação de equipamentos para todos os restaurantes.

Como a compra de alimentos locais e sazonais afeta a escolha dos equipamentos

O equipamento deve:

  • Manter ou aumentar a produtividade.
  • Melhorar os perfis de sabor e permitir que os ingredientes brilhem.
  • Comunicar os valores da marca, facilitando grandes experiências para o cliente.

A preferência por alimentos locais e sazonais afeta também como os equipamentos são selecionados. Para escolher o produto ideal é preciso:

  • Dar ênfase a equipamentos para preparação, tais como processadores de alimentos, fatiadores, etc.
  • Priorizar refrigeradores mais que os freezers, câmaras frigoríficas combinadas se tornando populares também.
  • Refrigeradores sob a linha de cocção, ou onde a operação precise.
  • Resfriadores rápidos ajudam a preservar melhor os alimentos.
  • Priorizar o uso de equipamentos flexíveis como pias que podem tornar-se áreas de trabalho.
  • Começar com um conjunto principal de equipamentos e complementar a partir dele.

Por conta dessas tendências, alguns equipamentos estão crescendo em popularidade. Entre eles: 

  • Equipamentos de cocção rápida – Exemplos: Turbo Chef, Chef Express, Forza
  • Equipamentos multifuncionais – Exemplos: Forno Combinado, Frigideira (cozimento, fritura, grelhados de chapa)
  • Equipamentos para o serviço de bebidas – Exemplos: Refrigeradores back bar, dispensadores de chope, glass froster.
  • Equipamentos para merchandising e expositores (vitrines) para autosserviço

Quais são as tendências de foodservice para menu?

  • Os menus estão voltando ao básico.
  • A transição para a integração e personalização.
  • Projetar para a mudança: criar espaços flexíveis que possam crescer e evoluir com o menu.
  • Esquecer o menu! A popularização do “grab and go” leva mais itens do cardápio para toda parte e gera a necessidade de equipamentos com dupla temperatura (quente e frio) para conservação dos alimentos.

O incrível encolhimento das cozinhas

Apesar da adoção da abordagem “from scratch”, a verticalização da produção, as cozinhas estão ficando cada vez menores. Claro que mais assentos significa mais receita mas, é preciso equilibrar as áreas de Back of the House (BOH) e Front of the House. Ou seja, ficou mais difícil equacionar os espaços da cozinha e do salão. Um exemplo é o local embaixo da coifa, que ficou disputado e agora pede equipamentos multifuncionais.

Apresentação. Apresentação. Apresentação.

Além da qualidade da comida, o cliente quer viver uma experiência interessante. Sair para comer é um ato social que precisa ser significativo e prazeroso. O consumidor quer se sentir mimado e recompensado. Por isso:

  • O tamanho das porções não é tão importante quanto a qualidade percebida e a saudabilidade.
  • O compartilhamento vai sempre acontecer. O cliente quer dividir a experiência com os presentes e também com aqueles que não estão lá.
  • Hoje, toda mesa tem um VIP.
  • É cada vez mais importante empratar os alimentos, controlar as porções, e garantir qualidade e apresentação gerais.

O impacto da sustentabilidade no projeto da cozinha

A sustentabilidade transcende o menu. Ela deve ser uma abordagem holística para reduzir as ineficiências. Para isso:

  • Selecione o equipamento certo para a aplicação certa.
  • Adote novas tecnologias como biodigestores e sistemas.
  • Mire na próxima fronteira: cozinha com resíduo zero.

O futuro da tecnologia no self-service 

Opções tecnológicas vão surgindo e cabe ao operador definir o que faz sentido e cabe no propósito do negócio. O foodservice não pode ser apenas uma vitrine para as últimas novidades e cada inovação implantada deve trazer o fator “uau” para o cliente.

  • O operador é que define o que é a tecnologia inteligente, não o fabricante.
  • O retorno sobre o investimento irá definir a aceitação de novas tecnologias de equipamentos.
  • Devem ser utilizadas tecnologias adequadas e que apoiem os objetivos do negócio.
  • Maiores ganhos são provenientes da tecnologia voltada para o cliente, mas ela pode ter impacto importante sobre a cozinha.

Considerações sobre o futuro dos projetos de foodservice 

Pensando nos dados apresentados aqui, podemos deixar algumas considerações sobre como pensamos o futuro dos projetos em foodservice:

  • Concentre-se no menu com o entendimento de que ele irá evoluir ao longo do tempo.
  • Saiba que a força do negócio está em seu poder de fogo e longevidade.
  • Escolha equipamentos que vão ajudar na rotação das mesas.
  • Lembre-se que espaço é algo valoroso. Os equipamentos multifuncionais terão mais valor na cozinha.
  • Entenda o que o equipamento faz e se seus funcionários podem usá-lo plenamente.
  • Os equipamentos devem otimizar a consistência dos alimentos, reduzir a mão de obra e, ao mesmo tempo, transmitir uma mensagem de alimentos artesanais.
  • A indução continua a se expandir, incluindo fogões wok e conservadores de comida quente.
  • As exaustões sem dutos continuam a evoluir e incluem mais que indução.
  • Os controles inteligentes fornecem uma melhor utilização dos recursos, cozinham com mais precisão e, em alguns casos, têm a capacidade de comunicar informações ao operador.

A chave do sucesso

Se tivéssemos que reduzir todos os temas discutidos aqui a apenas uma frase ela seria essa “equação da geração / percepção de valor”. A chave para o sucesso deve conter:

Ambiente flexível + serviço rápido + maior percepção da qualidade dos alimentos = valor

Resumo das ideias apresentadas aqui:

  • Entender seus clientes e os objetivos do seu negócio é essencial.
  • É tudo sobre como criar uma experiência legal para seus clientes.
  • O projeto tem que ser flexível para acomodar mudanças imprevistas nos menus, nos hábitos alimentares, etc.
  • Encontrar um equilíbrio entre BOH (Back of the House) e FOH (Front of the House) é complicado, mas necessário.
  • É importante se concentrar nos objetivos principais e eliminar as ineficiências
  • Tecnologias só devem ser implementadas se agregarem valor

(Images: Dan Gold, Ali Inay Sunrise Photos e Maddi Bazzocco / Unsplash)

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Livro destaca projetos inovadores da indústria de alimentação

A J.J Carol Editora lançou o livro Food Service e Indústria Alimentícia, destacando projetos de arquitetura e design nesse setor. O StudioIno está presente na obra com quatro trabalhos e a diretora Diris Petribú escreveu a introdução da obra.

Destaques de arquitetura e design

São capítulos do livro os projetos de arquitetura do StudioIno para a rede Pizza Makers, o restaurante Olive Garden e a doceria B.Lem, além do trabalho de design realizado para a Tramontina.

A editora explica alguns fatores que fazem empresas do setor de alimentação se destacarem. “Projetos do segmento alimentício se caracterizam pela complexidade e interação de diferentes áreas envolvendo, desde a arquitetura e a engenharia até a física, precisando atender às rigorosas normas municipais, estaduais e federais, prever a expansão e modernização das instalações e de novas tecnologias e equipamentos. Ao mesmo tempo, precisam ser eficientes para atender um grande fluxo de pessoas, oferecendo ambientação, conforto, acústica, iluminação, temperatura e condições ideais de trabalho para os profissionais da área”.

Projetos em diferentes áreas

O livro conta com matérias escritas por especialistas em foodservice como José Carlos Dias Reis, Erlise Tancredi, Ivim Pelloso, Eduardo Prates e Wagner Antonio Natale. A compilação inclui projetos em diferentes áreas, entre elas: cozinhas industriais, restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, serviços de alimentação dos hotéis, praça de alimentação de shoppings centers, supermercados, centros de abastecimento, branding de espaços, iluminação, design de equipamentos.

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Somos especialistas em arquitetura e design para negócios de alimentação

O StudioIno é uma experiente firma de design e arquitetura para produtos e estabelecimentos de foodservice com mais de mil projetos executados. Nós oferecemos soluções completas para os nossos clientes, com base em uma metodologia sólida e contemporânea. Nossos projetos já receberam inúmeros importantes prêmios nacionais e internacionais como, por exemplo, o Red Dot Award.

Nossos serviços são:

Equipamentos para negócios de alimentação

Projetamos novos equipamentos e mobiliários para cozinhas e restaurantes, que podem ter aplicações específicas ou serem fabricados em série.

Projetos de arquitetura para cozinha comerciais ou corporativas

Fazemos o layout e propomos processos, equipamentos e fluxos.

Branding

Criamos novos conceitos de foodservice. Desenvolvemos nome, marca, e outros elementos do branding, construindo a  melhor experiência para o consumidor.

Cozinha de aluguel

Temos o Hub FS e o Hub CK, dois conjuntos de cozinhas industriais prontas para operar. O cliente escolhe os dias, horários e equipamentos, traz os insumos e já começa a produzir. 

Fale conosco pelo contato@studioino.com.br

Branding para a Oficina de Sorvete de Heliópolis recebe bronze no Brasil Design Award

A Associação Brasileira de Empresas de Design (ABEDesign) realizou ontem, 9, a cerimônia virtual para entrega do Brasil Design Award. O prêmio chegou, este ano, à décima edição e contemplou dez categorias. O StudioIno levou o bronze em Branding, com o projeto de identidade visual para a Oficina de Sorvete de Heliópolis (OSH). Os outros premiados da noite ganharam medalhas por trabalhos em Craft For Design, Design de Ambiente, Design de Embalagem, Design de Impacto Positivo, Design de Produto, Design de Serviço, Design Digital, Design Editorial e Design Gráfico. As categorias foram divididas em 72 subcategorias e buscaram representar o cenário do design nacional. 

A OSH é uma iniciativa do Catraca Livre e a da ONG Unas e ensina jovens do bairro a produzirem e venderem os sorvetes de alta qualidade. As sobremesas da OSH são feitas todos os dias com ingredientes frescos e naturais, sem a utilização de pó ou massa artificiais. A identidade gráfica da OSH traduz o conceito da marca nas embalagens, uniformes, copinhos e assim por diante. A filosofia da OSH tem um pouco de leveza. Sorvete é alegria e lazer.

Brasil Design Award

A cerimônia de premiação foi conduzida pelo presidente da ABEDesign Gustavo Greco. Ele contou que o processo de avaliação dos projetos foi realizado de forma totalmente digital e remota, com os 108 jurados de diferentes partes do Brasil analisando e discutindo online as 1.464 inscrições.

Este ano, a festa de entrega dos prêmios focou, como não poderia deixar de fazer, nas dificuldades e superações de 2020. “É histórico o poder do design como agente de superação de crises, tanto sociais quanto econômicas. E nunca a maneira pela qual resolvemos problemas de grande complexidade foram tão importantes para que as marcas deixassem claro a que vieram: focadas no ser humano”, comentou Greco.

Sobre a ABEDesign – A ABEDESIGN foi fundada em 2005 e tem o objetivo de ampliar o mercado de serviços de design, comunicando para o mercado, instituições e governo, a importância e os resultados que o Design proporciona para a sociedade brasileira e para o desenvolvimento do país.

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Tramontina apresenta nova linha de cocção

No último dia 22, a Tramontina lançou oficialmente os novos equipamentos de cocção da marca. A apresentação ao público foi feita em duas lives no canal do YouTube da Tramontina. A linha foi batizada de América, por refletir padrões de mercado dessa região. O StudioIno foi responsável pelo desenvolvimento da estratégia e do design dos produtos.

A família América de equipamentos de cocção conta com mais de 20 itens. O extenso portfólio tem opções como  fogões, fornos, banhos maria, char broilers, chapas, fritadeiras, cozedores de massas e módulos neutros para apoio. 

Equipamentos de cocção para várias aplicações

A linha América foi pensada para diferentes tipos de operação de foodservice, como hotéis, restaurantes, hospitais e empresas. Com unidades modulares, os equipamentos podem ser utilizados de maneira independente ou montados em blocos de cocção. 

São produtos de alto rendimento, com qualidade superior em relação aos principais concorrentes, tecnologicamente atualizados com o mercado mundial e com custos competitivos. 

Diferenciais de design para a Tramontina

O desenho dos produtos incorpora inovações desejadas pelos cozinheiros: alta produção em pequeno espaço; superfície plana das trempes para o deslizamento das panelas; mesa blindada para limpeza fácil; e tampos superiores fabricados com soldagem a laser, para que as unidades sejam combinadas sem “gaps” entre elas. Os blocos de cocção formados parecem um único equipamento. Com linhas retas e formas geométricas, o design evoca força e resistência.

Design estratégico

Toda linha foi desenvolvida de acordo com os objetivos da marca no mercado brasileiro. Para que os produtos atendessem a necessidade de posicionamento da Tramontina, o StudioIno realizou, antes de tudo, uma extensa pesquisa para embasar todo o trabalho. O estudo envolveu análise de mercado, avaliação de materiais e acabamentos, conversas com fornecedores, entre outros. Somada às prototipagens e testes, a etapa de design estratégico durou mais ou menos dois anos.

Sobre a Tramontina: Fundada em 1911, a Tramontina é uma das marcas mais conhecidas do Brasil. Não é para menos. A empresa tem cerca de 18 mil produtos no mercado, sendo responsável por uma grande fatia do comércio de utilidades para a casa. Desde as famosas facas, até móveis e equipamentos. Atualmente a Tramontina está presente em 120 países e tem mais de 8 mil funcionários.

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Inspirações para novos formatos de autosserviço

Como os restaurantes de autosserviço, os conhecidos self-services, vão operar após a quarentena? Emmanuel Melo, diretor de design do StudioIno, gravou uma série de vídeos para a convite da Cozil, para responder essa pergunta e pensar em novos formatos de negócio para esses estabelecimentos.

Ângela Carmo, Especialista em Marketing e Conteúdo da Cozil, conta que a proposta dos conteúdos é oferecer alternativas interessantes para o setor, que foi tão afetado pelas medidas de contenção do novo coronavírus. “Nosso objetivo é apresentar caminhos para que os clientes que atuam no self-service encontrem, se renovem, e evoluam, conforme as tendências do mercado”.

Os vídeo são baseados no artigo O Futuro dos Restaurantes Self-Service pós Covid-19, que Emmanuel publicou em abril. O texto traz uma sugestão de protocolo para a reabertura e inspirações para novos formatos de autosserviço.

A série da Cozil tem três episódios: 

1) Self-service vai acabar?  

2) Inspirações para novos formatos de autosserviço

3) Tecnologia para os novos formatos de autosserviço

Os vídeos podem ser assistidos no Youtube ou no Instagram da Cozil. 

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10 lições para o futuro dos restaurantes self-service

Enquanto várias cidades do Brasil começam a reabrir o comércio, o momento é mais do que apropriado para pensar e se preparar para o funcionamento de restaurantes. Quando o pico da pandemia tiver passado e pudermos pensar em trabalhar com segurança, como será o novo cenário do setor de alimentação? Emmanuel Melo, diretor do StudioIno, falou sobre isso durante o seminário de inovação para esse mercado promovido pelo Canal Restaurante. A palestra, convertida em ebook gratuito, abordou 10 lições para pensarmos o futuro dos restaurantes self-service.

Como será o futuro

Entre mudanças significativas e ajustes pontuais, estabelecimentos e fornecedores estão calculando diferentes cenários. Em pesquisa com especialistas de diferentes áreas, Emmanuel Melo listou 10 elementos que, certamente, terão impacto no funcionamento de restaurantes self-service

1 – Será preciso criar e comunicar um protocolo de segurança

Estabelecimentos de alimentação já operam dentro de rigorosos controles de segurança e higiene. Esses protocolos deverão ser atualizados para incluir as medidas de prevenção à Covid-19 e o público deverá ser bem informado sobre as ações tomadas.2

2 – O cliente vai precisar lavar as mãos antes das refeições

Para garantir que o consumidor higienize as mãos corretamente, o estabelecimento deverá oferecer opções como pias ou dispensadores de álcool gel.

3 – Os alimentos no bufê deverão ser protegidos

Restaurantes self-services costumam ter um grande balcão com alimentos expostos. Esse espaço deverá ser repensado para que as comidas estejam protegidas de gotas de salivas das pessoas ao redor.

4 – Alimentos porcionados e pré-embalados podem ser uma alternativa

Além do autosserviço, os restaurantes podem passar a oferecer refeições ou lanches já prontos e embalados, como sanduíches e saladas.

5 – Oferecer pratos prontos é outro caminho

Outra opção ao autosserviço é a oferta de pratos servidos. Preparados por funcionários e entregues ao cliente na hora.

6 – Será necessário pensar outras alternativas de venda além do salão

Com as medidas de distanciamento físico, o número de mesas no salão podem ser reduzidas. Para continuar gerando receita, outras alternativas devem ser analisadas. Entre elas: delivery, pickup e venda de ingredientes para preparo em casa. 

7 – Mais do que nunca o digital ganhará força

Cardápio digital, app para adiantar os pedidos e a possibilidade de receber pagamentos sem contato entre o cliente e o funcionário. Essas são algumas vantagens virtuais que podem ser adicionadas às operações.  

8 – É possível vender o dia inteiro

Com refeições pré-porcionadas e embaladas, as vendas podem acontecer durante todo o dia e não apenas nos horários tradicionais de almoço e jantar.

9 – A preparação antecipada é mais produtiva

As refeições prontas permitem um melhor usos das horas de trabalho e possibilitam as vendas por outros formatos, como o delivery.

10 – Desenhar no chão as marcas de distanciamento na fila será prática comum

Será preciso ajudar o consumidor a manter a distância apropriada dos outros. As marcações no chão indicando o espaçamento da fila será essencial.

Referência para planejar

Todas as 10 lições estão detalhadas em um ebook disponível para download gratuito. A publicação pode ser uma boa referência para planejar o futuro do estabelecimento quando o momento da reabertura chegar.

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Restaurante prepara e distribui refeições para população sem teto

O empresário Rogério Alonso Pires viu as cozinhas dos três restaurantes que comanda fechadas. Com as medidas de contenção à disseminação da Covid-19, estabelecimentos de alimentação tiveram que suspender as atividades temporariamente. Pires sentiu o impacto das restrições, mas lembrou de pessoas que estão passando por uma situação ainda mais difícil que a dele. Daí surgiu a ideia de aproveitar os equipamentos parados para produzir e distribuir refeições para moradores de rua.

Para tirar a vontade do papel, o empresário criou o projeto ComVida e de Barriga Cheia. Com a ajuda de voluntários e o auxílio de doações, a iniciativa já atendeu centenas de pessoas na região do Ceagesp e Largo da Batata, em São Paulo (SP). Atualmente a ação serve almoço de segundas a sexta-feira e entregam kits de higiene para 200 pessoas.

Como ajudar

As doações de alimentos serão recebidas durante a semana no Restaurante do Barão, localizado na Av. Brigadeiro Faria Lima 1235, das 8h às 12h. Quem puder fazer doações em dinheiro, ajudará na compra de combos de ingredientes para o preparo das refeições. Cada prato custa, em média, R$ 2,50. Também é possível doar o valor correspondente a combos para 10, 20, 30, 50 ou 100 refeições:

  • Combo para 10 pessoas: R$ 25,00
  • Combo para 20 pessoas: R$ 50,00
  • Combo para 30 pessoas: R$ 75,00
  • Combo para 50 pessoas: R$ 125,00
  • Combo para 100 pessoas: R$ 250,00 

Para doações em dinheiro:

  • Banco Santander
  • Agencia: 0729
  • Conta corrente: 1013714-1 
  • Rogério Alonso Pires 

Para mais informações, a pessoa interessada pode ligar para (11) 99302-2885

 

Doações terão continuidade

Pires não esconde que situação está difícil para ele. O trabalho com o ComVida foi uma forma que ele encontrou de enfrentar esse momento. “O prejuízo é muito grande mesmo mas estamos conseguindo segurar. Em vez de ficar me lamentando, eu pensei, ‘vamos fazer alguma coisa para ajudar’. Sempre tem gente precisando mais do que nós, não é? Aí eu decidi usar as cozinhas para produzir essas refeições”. 

A iniciativa está dando tão certo que o empresário já imagina dar continuidade quando terminar a quarentena. Rogério é proprietário dos Restaurante do Barão, Lanchonete Amizade e Quintal do Izi. Ele pensa em usar as cozinhas, em horários livres, para continuar e até aumentar a produção de refeições gratuitas. A ideia é, no futuro, destacar um local nos restaurantes para que os interessados possam ir lá buscar os pratos.